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A utilização de cheiros
em ambientes de varejo não é algo novo, mas seu estudo e
personalização o são. Algumas lojas trabalham com a
comercialização de suas fragrâncias. Aromas esporádicos, antes
utilizados nas lojas, deram lugar as fragrâncias feitas
especialmente para cada estabelecimento, de acordo com suas
características físicas, com o público e especialmente com o
objetivo principal da loja: vender. Alguns aromas são utilizados
para determinação do comportamento do cliente dentro da loja,
outros para criar uma maior identificação com a marca e ainda os
que agregam valor e diferencial à loja.
“Imagine a sensação de respirar fundo ao caminhar por um campo
florido. Mentalize que está passeando em um pomar ensolarado.
Recorde-se das deliciosas fragrâncias. Lembre-se do delicioso
perfume de um café recém feito.
Que tal experimentar essa sensação ao entrar em sua loja,
empresa ou evento? O marketing olfativo já vem sendo utilizado
em países do mercado europeu, nos EUA e em alguns países
asiáticos como o Japão e Coréia. Estas regiões foram precursoras
de estudos e pesquisas com fragrâncias e registraram resultados
surpreendentes, o que incentivou a sua utilização como recurso
de atração e fidelização de público”.
Uma fragrância chama positivamente a atenção, causa uma boa
impressão ao local, reforça os atributos de um produto ou marca,
dá uma assinatura olfativa a um empreendimento, a uma etiqueta
ou a uma marca, cria uma atmosfera olfativa em conjunto com as
cores, sons, texturas, etc.
A fragrância sendo bem escolhida e trabalhada de forma
específica pode transformar a experiência de compra em um
momento inesquecível, porque:
O olfato aparece como sendo o sentido mais fortemente
manipulável, os odores se fixam no cérebro humano de forma
extremamente duradoura. Eles são armazenados no nível do sistema
límbico, sob a forma de emoções ligadas ao contexto no qual
marcaram o sujeito. Se sentir novamente estes odores, a pessoa
revive aquilo que vivenciou anteriormente. (Duchos apud Schmidt
(2000:42), em recente pesquisa sobre marketing olfativo).
Além de proporcionar uma lembrança imediata do momento vivido,
uma boa composição olfativa é capaz de atrair a atenção do
cliente, podendo aumentar o tráfego no estabelecimento, a
velocidade de visitação, o tempo de permanência dentro da loja,
despertar a fome e até a libido. Com a comunicação olfativa é
possível devolver ao consumidor cheiros que ele deixou se sentir
seja por causa da poluição ambiental ou da adoção de embalagens
a vácuo.
(Eduardo Caritá.
http://empresas.globo.com/Empresasenegocios).
Diferentemente do que supõe a maioria, a aplicação das novas
tecnologias olfativas não se restringe à indústria alimentícia
ou cosmética. As montadoras de automóveis há tempos encomendam
“cheiros de carro novo” que atendam às expectativas de seus
consumidores. “Na Europa, o que agrada é basicamente a mistura
de couro e tinta. Já no Brasil é a combinação de vinil, plástico
e borracha. Cada vez mais a indústria, o varejo e os prestadores
de serviço estão buscando um aroma próprio para fixar a imagem”.
(fonte: Kátia Simões,
http://empresas.globo.com/Empresasenegocios).
O marketing olfativo difere de outros que também utilizam os
sentidos por suas características únicas e peculiares. Uma de
suas grandes importâncias e contribuições seja a permanência de
seu impacto no consumidor (uma pessoa pode vivenciar até 10.000
cheiros diferentes e lembrar-se da maioria deles) e a mudança no
comportamento que poderá causar determinado pelo cheiro (alguns
aromas têm um efeito tranqüilizador e também agitador). E essas
características olfativas proporcionam um domínio de ações dos
consumidores, podendo influenciar em sua permanência na loja,
sua percepção da loja e o impacto em suas lembranças, tornando-a
positiva na maioria das vezes.
A propaganda já descobriu o marketing olfativo há algum tempo.
No Natal de 2001, a Bauducco espalhou o aroma de panetone em 32
salas de cinema de São Paulo, enquanto imagens do produto eram
exibidas no telão, antes de o filme começar. Nos supermercados,
a preocupação inicial era diminuir o incômodo cheiro de peixe.
Depois, passaram a colocar aromas, como os de cravo e baunilha,
que deixassem o cliente com fome durante as compras.
(MAÍRA TERMERO,http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG62085-6014,00.html)
Nada é mais eficiente para engatilhar uma emoção que o olfato. É
só ter contato com um odor que lembre alguma coisa boa, que não
tem erro: a emoção volta, causando felicidade. Segundo pesquisas
recentes, esse poder dos odores pode ser usado para deixar os
consumidores mais vorazes, e os comerciantes mais ricos. O
psicólogo Eric Spangenberg e sua equipe, da Universidade de
Washington, fizeram um estudo sobre isso numa loja de roupas.
Eles impregnaram o ar de lá com um cheiro “feminino”, de
baunilha, e a venda de saias, blusinhas e vestido dobrou. Depois
fizeram a mesma coisa usando um odor “macho”, amadeirado. E o
que duplicou foi a venda de roupas masculinas. Em outra
experiência da Universidade de Nova Jersey, espalharam um cheiro
cítrico “prazeroso”, segundo os pesquisadores, num shopping
canadense. E foram conversar com as pessoas enquanto elas faziam
suas compras. Então dividiram os entrevistados em dois grupos: o
dos “contemplativos”, que só vão ao shopping para comprar algo
que já tinham planejado, e os “impulsivos”. Neste ultimo grupo,
o odor não surtiu efeito. Mas no dos contemplativos foi bem
diferente: eles gastaram 14% a mais em comparação com os que não
tinham sido expostos ao perfume. E a coisa vai mais longe. Um
estudo da Universidade de Zurique, na Suíça, mostrou que as
pessoas tendem a confiar cegamente nas outras quando inalam um
hormônio chamado ocitocina (liberado durante o orgasmo). fonte:
Revista Super Interessante,artigo Poção da Gastança, edição 238,
pag. 41. Abril 2007
Saiba mais>>
http://www.seuoscar.com.br/site/colunas/ruy-ramos/cheirinho-de-que.html |
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